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Poemas de Morte e Vida

No início da história humana, nossos ancestrais viam a vida como um mero acidente biológico, da mesma forma que a morte, com a qual se deparavam em cada esquina das cavernas. Conforme fomos “evoluindo” passamos a supervalorizar a vida, procurando estendê-la ao máximo possível, em uma irracional ânsia de imortalidade. Por isso é necessário falar da morte naturalmente, pois assim como o nascimento é o início, a morte é o desfecho, parte integrante e inseparável da vida. Vamos, então, falar de morte em poesia. E também de vida, por que não?

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VERDE É A COR DA PAIXÃO: A expulsão da raposa

Paixão é um fogo que arde e não queima, é querer sempre mais do mesmo, é sentir fome depois de empanturrar-se, é uma louca empolgação que está sempre associada ao vermelho. Mas depois de o fogo apagado vem a esperança verdejar um amadurecimento racional da transformada paixão. O vermelho é quente, mas é sinal fechado; já o verde é a frieza do sinal aberto. Da distante Arganil, o poeta Alves Coelho, Filho, em um fado afirma que "olhos verdes são traição, são cruéis como punhais"... Se vermelho é paixão e verde é traição, verde é, pois, cor da paixão.

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Sonetos de tão breve paixão

Soneto: literalmente, “pequeno som”. Pequena canção. Menor canção para a paixão maior.

Composição fixa para expressar complexas mutações. Forma rígida para compensar o prazo fugaz.

Exposição da alma, vísceras à mostra. Desnudar-se de dentro para fora. Dizer sem falar.

Esclarecer ocultando. Verdade mentida, mentira verdadeira. Realidade sonhada.

Delírio infinito, infinita paixão. Consciência em estado permanentemente alterado.

Aprender a “fingir que é dor, a dor que deveras sente.

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A Paixão Segundo GLS - Sinopse

A paixão por uma pessoa, objeto ou tema, sobrepõe-se à razão. Não dura muito, mas pode evoluir para o racional. Em um mundo regido pela imposição da pressa, as relações humanas desenvolvem-se pela pós-verdade em proscênios virtuais. Relações e pessoas são pensadas e planejadas como prontamente descartáveis, o que não combina com a ideia de “criar laços”, pois “compra-se tudo pronto”. E o prazo de validade da paixão torna-se cada vez mais curto, sem possibilidade de evoluir para uma relação madura.

O diálogo entre a Raposa e o Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, inspira e embasa A paixão segundo GLS, que narra o encontro com uma particular raposa, e sua admiração pelo narrador. Ela “cria laços”, sedimentados em longas conversas, embora “a linguagem seja uma fonte de mal-entendidos”. Pouco a pouco, o cativado corresponde a essa admiração, e mergulha em um mar de apaixonado encantamento. Porém, o contrário ocorre com a raposa, que desacredita da “eterna responsabilidade pelo cativado”, o qual passa a inferir as causas do prematuro fim.

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